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Motociclistas mais velhos têm mais chances de se acidentar

Segundo estudo da Universidade de Rochester, quanto maior a idade do motociclista, maior o risco de se machucar, e até morrer, em acidentes. Ferimentos no peito e na cabeça são os mais graves e afetam mais os mais velhos

REDAÇÃO ÉPOCA

São Paulo, 03/08/2010 - Andar de moto pelas estradas é um hobby de jovens e adultos. Aqui no Brasil, há milhares de grupos, grandes ou pequenos, de amigos que se reúnem para viajar em alta velocidade ou baixa, aproveitando a paisagem. O importante é pilotar a moto. Mas um estudo da Universidade de Rochester mostra que quanto mais velho o motociclista, maior o impacto dos acidentes. Os mais velhos correm mais risco de se machucar e até morrer sobre duas rodas, se comparado com o risco entre os jovens.


O estudo muda a ideia geral de que os mais jovens sem machucam mais – talvez porque eles existam em maior número nas estradas. Uma pesquisa usando dados de 1996 e 2005 nos Estados Unidos mostrou que a idade média dos motociclistas envolvidos em acidentes aumentou de 34 para 39 anos, e a proporção de motociclistas feridos acima de 40 anos cresceu de 28% para 50%. De todos os feridos, o grupo etário entre 50 e 59 anos teve o maior crescimento, enquanto que a faixa entre 20 e 29 anos foi a que declinou mais.

Quanto mais velho o motociclista, maior o risco de se envolver em acidentes e pior é sua recuperação

Os pesquisadores trabalharam com os dados de um banco nacional de traumas, de 61.689 motociclistas envolvidos em acidentes com idades entre 17 e 89 anos. A média de idade dos acidentados aumentou de forma constante durante o período estudado, o que confirma as estatísticas da indústria americana, que mostram que a idade média dos compradores de motos passou dos 33 anos em 1998 para os 40, em 2003. Os resultados da pesquisa foram publicados na edição de março da American Surgeon.

"Nós observamos no centro médico que os pacientes mais velhos – pessoas na casa dos 50, 60 e até 70 – estavam se machucando com freqüência cada vez maior", disse Mark Gestring, diretor do programa de trauma do Centro Médico da Universidade de Rochester. "Por isso verificamos se isso também acontecia em nível nacional, e descobrimos que sim."

Para os motociclistas acima dos 40 anos, a gravidade da lesão, o tempo de permanência no hospital ou unidade de terapia intensiva e a mortalidade são maiores se comparado com aqueles que têm menos de 40. O risco de morte foi de 1,5 a 2 vezes maior para quem tem mais de 40 anos, dependendo da gravidade do ferimento causado no acidente. Os pesquisadores também descobriram que motociclistas mais velhos estão mais propensos a morrer por lesões menos graves do que os jovens, a passar pelo menos 24 horas na unidade de tratamento intensivo e a ter mais doenças pré-existentes e complicações, como ataque cardíaco e infecções, o que contribui para a maior permanência no hospital. "Os condutores mais velhos devem tomar cuidado extra. Se acontece um acidente, eles têm de pagar um preço muito mais alto do que os mais jovens", diz Gestring.

O maior gravidade das lesões em pilotos mais velhos pode estar relacionada à diminuição da resistência do corpo à medida em que ele envelhece, como o enfraquecimento dos ossos e capacidade de regeneração celular. Outros fatores associados ao envelhecimento, como problemas de visão, retardo no tempo de reação e falta de equilíbrio contribuem para acidentes de moto nesta faixa etária, explicando em parte por que os pilotos mais velhos caem mais frequentemente por perda de controle do que os mais jovens. Fraturas dos membros, como braços e pernas, são as lesões mais comuns, ocorrendo em cerca de 25% a 40% dos motociclistas estudados. Os ferimentos mais graves aparecem no peito e na cabeça, em proporções significativamente maiores em condutores mais velhos.

Fonte: http://revistaepoca.globo.com

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