Sinais podem indicar desgaste no sistema elétrico
São Paulo (SP) – Fazer a troca de lâmpadas queimadas por novas provavelmente é uma das manutenções mais baratas para os usuários de motos. As mais em conta custam por volta de R$ 6 e não chegam a pesar no orçamento. O problema é quando isso se torna uma constante na moto e a despesa com esse tipo de produto começa a aumentar. Por isso, fique atento, porque aí pode estar um problema que precise de uma maior atenção do que a simples troca de lâmpadas. “Uma lâmpada que queima várias vezes pode ser sinal de que a fiação da moto está em mau estado. Muitas vezes foi prejudicada pelo tempo de uso, pelas intempéries do clima ou por adaptações que foram feitas na motocicleta”, comenta o gerente de engenharia da Magnetron, Amarildo Pereira, empresa que atua no segmento de peças de reposição para motopeças.

De acordo com Pereira, é preciso ficar atento aos sinais das próprias motos. “A princípio, exceto nos casos em que já é prevista a substituição, como das velas de ignição e cachimbo de vela, os demais componentes não têm vida útil especificada e, havendo qualquer anormalidade no funcionamento, o motociclista deverá verificar o que está acontecendo. Por isso, é importante ficar atento aos sinais como lâmpadas que queimam ou bateria que não permanece carregada”.
Duração
Não existe um tempo específico para que a parte elétrica comece a dar sinais de desgaste, mas para o gerente da Magnetron, o modo como o piloto conduz a moto pode abreviar o tempo de vida útil dos componentes elétricos das motocas. “Esse tempo dependerá, por exemplo, se a moto é usada profissionalmente ou como meio de transporte casa-trabalho. Dessa forma, o problema pode ocorrer em alguns meses ou após vários anos de uso. O normal é que os problemas apareçam em maior incidência após o primeiro ano de uso. O sistema elétrico pode ficar sobrecarregado também por adaptações na moto, principalmente quando são instalados componentes que exigem muito, como lâmpadas xenon”, aliás, o xenon se não estiver bem regulado pode cegar quem vem do lado contrário.
Caso a moto já apresente alguns desses sinais, e o motociclista instale componentes não originais nas máquinas e elas não possuam especificações e qualidades iguais aos componentes originais, pode ocorrer de, em casos mais graves, danificar outros componentes do sistema elétrico. “Em geral, acaba sendo necessária a troca com mais frequência e, consequentemente, há mais gasto financeiro. É importante frisar que há componentes de reposição que possuem especificações e qualidade iguais aos componentes originais e que são eficientes e indicados”.
O ápice dessa situação chocante pode levar a curto-circuito, e aí o extintor tem que entrar em cena. “Dependendo da bateria e do sistema de proteção (fusível), caso não atue, pode ocorrer incêndio em alguma parte da moto”, conclui Pereira.
Fonte: Jornal Motovrumm
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