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Balança entre as duas e as quatro rodas
Valentino Rossi entre os recordes e a Ferrari
30/06/09 - Valentino Rossi é um fenómeno da condução, como o provam os oito títulos mundiais de motociclismo e as cem vitórias conseguidas em Grandes Prémios. Mas nem só as motas o apaixonam, tendo ele já feito testes de condução na Fórmula 1, ao volante de carros da Ferrari, em 2006 e em 2008. No ano passado, quando era apontado à Fórmula 1, decidiu voltar atrás e renovou contrato com a Yamaha até 2010.
Não é recente a paixão de Il Dottore pelos automóveis, pois desde 2002 que participa esporadicamente em ralis. Já ganhou várias vezes o Rali de Monza e em Dezembro correu o RAC (Inglaterra) num Ford Focus, tendo ficado em 12.º, a 13'20'' do vencedor, Sébastien Loeb, pentacampeão mundial da especialidade.
Rossi balança assim entre as duas e as quatro rodas. Anteontem, depois de conseguir a centésima vitória em grandes prémios, afirmou que, se decidisse naquele momento, corria mais três anos ou quatro. Vinte e quatro horas depois, quando os observadores tentavam dar significado à insistência nas motas com o desejo de bater o recorde de triunfos (123) pertença do compatriota Giacomo Agostini, admitiu transferir-se para a Fórmula 1 e pilotar um Ferrari a partir de 2011.
Saltar das motas para os carros já é normal na vida deste supercampeão, que aos cinco anos pilotava um kart (que o pai modificou para passar a debitar 100cc em vez dos 60cc originais) por influência da mãe, que alegava questões de segurança para lhe tentar tirar o vício das motas, que herdara do pai e que conduzia desde os dois anos.
Entretanto, na euforia das cem vitórias Giacomo Agostini profetizou que Valentino Rossi necessitaria apenas de dois ou três anos para bater o recorde do número de Grandes Prémios em motociclismo, porque ao dos 15 títulos não deverá chegar, já que agora não é permitido correr em mais do que uma cilindrada, como acontecia no tempo de Agostini.
Como Rossi é rápido a mudar de ideias, convém lembrar que há dois ou três meses havia afirmado que, depois de abandonar as motas, queira estar "aí uns dez anos no Mundial de ralis". Tem 30 anos, está a tempo de fazer o que quiser.
Fonte: OJOGO
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